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Em Redor do Castelo e da Cidade

Passada a estreita Porta do Castelo, ou de S. Pedro, surge um amplo, recinto arborizado que antecede a fortaleza poligonal, cujo acesso se faz por uma porta sob a Torre Sineira e que se abre ao Terreiro da Alcáçova, onde à direita, se situa a Igreja de Nossa Senhora da Pena, fundada por D. Afonso Henriques no séc. XII e reconstruída por D. João I. São notáveis as proporções góticas da capela-mor, do portal e do arco manuelino que liga o coro à nave.

Ao cimo do Terreiro está a imponente Torre de Menagem. Do outro lado do Terreiro encontra-se o Paço, elegante construção de feições góticas formada por dois torreões e um corpo central que alberga o grande Salão e uma magnífica galeria panorâmica. O restauro do Castelo (1898-1944) foi obra do arquitecto suíço Ernesto Korrodi. A Igreja de S. Pedro, junto à entrada do Castelo e do antigo Paço Episcopal setecentista, é um templo românico, do século XII, com um admirável portal e uma só nave no corpo da Igreja. A Sé de Leiria é o maior edifício religioso, da cidade. Foi construída entre 1559 e 1574 e reconstruída após o terramoto de 1755. A Sé tem três naves de inspiração gótica e, no altar-mor, mostra um retábulo maneirista (séc. XVI) do pintor Simão Rodrigues. Na cabeceira do edifício situa-se o claustro. Do Largo da Sé parte a Rua Barão de Viemonte, antiga Rua Direita, que é o eixo da cidade antiga. Aqui todas as casas são pequenas, têm no seu corpo cantarias medievais e por vezes curiosas varandas de ferro.

Há típicos candeeiros pintados de verde, oficinas de artesãos, velhas mercearias e pequenas pastelarias para provar as "Brisas do Lis". Faça um pequeno desvio pela Rua Miguel Bombarda para visitar a Igreja da Misericórdia, fundada em plena Judiaria, em 1544, sobre as ruínas da antiga Sinagoga. Esta Igreja foi reconstruída no século XVIII e mostra três naves com capelas laterais cobertas de talha dourada.

Continuando até final da Rua Barão de Viemonte, chega-se ao Largo Candido dos Reis, dominado pela extensa fachada da Casa dos Ataídes que alberga a Capela de N.ª Sr.ª da Conceição, séc. XIX. Seguindo pela Rua João de Deus e à esquerda pela Rua do Comércio chega-se à Praça Rodrigues Lobo, considerada o coração de toda a cidade antiga. Desta Praça passe ao Largro 5 de Outubro e admire, à esquerda, a fachada neo-barroca do edifício do Banco de Portugal da autoria de Korrodi. Cruze o Jardim Luís de Camões e veja o Grupo Escultórico do Lis e do Lena, da autoria do escultor Lagoa Henriques, na Fonte Luminosa. No Largo Alexandre Herculano há a Fonte Grande setecentista e a Igreja do Espírito Santo, séc. XVIII, que guarda uma valiosa estátua quinhentista do Espírito Santo. Pela Rua Tenente Valadim chega-se à Igreja do Convento de S. Agostinho, com imponente fachada barroca e retábulo de pedra. desenhado por Korrodi, na capela-mor.

Ao fundo do Largo de Infantaria 7, onde está o Monumento aos Mortos da Grande Guerra, situa-se o antigo moinho de papel construído em 1411. Recorde-se que desde o séc. XIV que junto à Sinagoga existiu uma tipografia hebraica, onde foi impresso em 1495 o "Almanach Perpetuum", sem dúvida a 1,ª obra científica impressa em Portugal.

No Monte de S. Gabriel, em frente ao moinho de papel, eleva-se o Santuário de N.ª Sr.ª da Encarnação com monumental escadório barroco. A Igreja, panorâmica e de peregrinação, está rodeada por uma galilé e no interior hà uma só nave revestida com azulejos polícromos de padrão seiscentista, lanterim na capela-mor e curiosa sala de ex-votos. Ainda a visitar em Leiria é o Convento da Portela ou Igreja de S. Francisco, em estilo neo-românico, datado de 1904.

Em redor de Leiria sobressai, em Milagres, a notável silhueta barroca do Santuário do Senhor dos Milagres, séc. XVIII, com mármores embutidos e painéis de azulejos no interior.Para Sul de Leiria destaca-se a Igreja Matriz de Parceiros, em estilo barroco, com ricas talhas douradas no altar-mor.

E, em Maceira, a Igreja Matriz de N.ª Sr.ª da Luz séc. XVI, com porta lateral manuelina, um retábulo renascentista com a Deposição de Cristo, azulejos mudéjares, púlpito e pia baptismal manuelina. Cruzando o vale do rio Lena e as encostas vinhateiras da Barreira surge, em pleno vale do rio Lis, a histórica povoação de Cortes, decorada com casas solarengas, azenhas e moinhos de rodízios. Na Igreja Matriz de Cortes admire o conjunto de talhas douradas sob as nervuras da abóboda quinhentista.

Concelho de Leiria

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