Era uma vez... nos tempos do primeiro Rei de Portugal, as hostes do Rei Afonso vieram, em estugada marcha, do norte ao sul com o desejo de conquistar o Castelo de Leiria que aquele Rei havia edificado, anos antes, e os mouros tinham tomado depois de grande matança da gente portuguesa.
Ao chegar ás proximidades de Leiria, que então ainda não era cidade, o Rei dispôs os seus guerreiros a norte do Castelo, num montículo hoje conhecido por Cabeço de El-Rei, donde iria partir para o assalto por ser aquele o lado menos difícil para a tomada da fortaleza.
Devia ser uma alvorada sem brumas a prenunciar um dia de sol claro a refulgir nas pontas das lanças e nas espadas dos soldados portugueses.
Quando todas as tropas estavam já prestes para a arrancada pousou um corvo, no alto de um pinheiro, que logo começou a agitar as asas com frenesim e a crocitar com alegria.
Tal facto muito contentou os guerreiros do Rei Afonso e mais os entusiasmou por verem nele um sinal de bom agoiro para a empresa que iam cometer: a conquista do Castelo de Leiria.
Este acontecimento é hoje memorado no brasão da cidade de Leiria, que mostra um corvo em cima dos dois pinheiros que ladeiam a sua torre central.
(in Anais do Município de Leiria, João Cabral)
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