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Nazaré

Uma confissão de lenda e milagre, de tradição e de cor, à beira de uma espantosa paisagem de mar e de praia, dita na voz e na alma dos pescadores e das mulheres da Nazaré que ora sorriem na roda das suas sete saias, ora choram, de negro, pelos maridos, pelos filhos ou pelos pais que o mar levou.

Da memória da Lenda da Senhora da Nazaré ao Milagre de D. Fuas, conta-se que no século VIII o, rei cristão Rodrigo teria viajado desde o Mosteiro de Cauliniana, perto de Mérida, até ao Sítio acompanhado por Frei Romano que trazia consigo uma imagem da Virgem oriunda de Nazaré, na Terra Santa. Antes de morrer, Frei Romano, escondeu a imagem da Senhora da Nazaré numa lapa junto ao Promontório, mais tarde descoberta por pastores que logo lhe dedicaram grande devoção.

Mas, foi no alvor do reino de Portugal, a 8 de Setembro de 1182, numa manhã de nevoeiro, que D. Fuas Roupinho, alcaide do Castelo de Porto de Mós, à caça nas proximidades, vem em perseguição de um veado até à beira do Promontório do Sítio, onde, de súbito, o veado desapareceu, enquanto D. Fuas, apenas com as patas traseiras do seu cavalo apoiadas no rochedo, invoca a protecção de Nossa Senhora da Nazaré e o cavalo recua para terra firme, como que por milagre.

Em acção de graças pela sua salvação D. Fuas mandou erigir junto ao precipício a Ermida da Memória que, mais tarde recebeu a visita de D. Afonso Henriques o primeiro rei de Portugal e hoje descreve nas suas lápides e painéis de azulejos azuis e brancos a história deste milagre. Para acolher os muitos peregrinos, entre os quais Vasco da Gama que aqui veio, antes e depois da sua viagem à Índia foi construída, em 1377 a primeira Igreja de N.ª Sr.ª da Nazaré que deu lugar ao actual Santuário barroco.

Até princípios do século XVII a Nazaré repartia-se entre o Sítio e o burgo medieval da Pederneira, onde os pescadores se abrigavam dos ataques dos piratas.

No século seguinte, com o recuo do mar que antes batia nos contrafortes da Pederneira, as gentes da Nazaré descem até junto à Praia que rodeia a enseada e se abriu ao mar azul, rico de peixe e marisco deixando, ainda hoje, ao longo do areal dourado as redes estendidas os "paneiros" onde seca o cação e o carapau e os barcos de proa afilada que recordam o ritual da arte de xávega ou salpicam de tipicismo dias magníficos de praia e de férias.


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