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Convento de São Francisco

A possível data da sua fundação aponta o ano de 1232. sendo precárias as condições locais da primitiva construção, muito sujeita a inundações do Rio Lis, procurou-se o melhor sítio para fazer nova edificação. No século XVIII o provedor da Comarca de Leiria assim descreve: o Convento está edificado fora da cidade, ao pé do Rio Lis, constando o terreno da cerca possuir mato e daí criar muitos coelhos. Junto há um olho de água a que chamaram o Olho de Pedro. A água é de qualidade para a saúde. Ali existiram dois tanques onde se tomava banho (o local era desde então chamado Fonte Quente).
Em nossos dias ainda estão lá dois tanques, balneários... os quais seriam reconstruidos em épocas recuadas. O Convento de São Francisco pertenceu à custódia de Lisboa. Depois da extinção das ordens religiosas, esteve ao abandono durante muitos anos, vindo a ser entregue à Câmara Municipal por carta de 2 de Julho de 1851, para ser demolido e aproveitados os seus materiais.
Em Marços de 1855, a Câmara pediu que lhes fosse autorizado ali instalar os Paços de Concelho, o Tribunal e a Cadeia. Por qualquer envolvimento não chegou a ser feito acordo e o edifício da Câmara Municipal de Leiria teve lugar nos terrenos da Portela. No ano de 1920 foi o Convento cedido, em parte, a um grupo de industriais que ali fez a Companhia Leiriense de Moagem, uma das maiores empresas da cidade. Num passado recente foi a Igreja alvo de grandes obras de restauro, tendo o arquitecto João Roda a sua maior influência, figura leiriense que soube responder por aqueles cuidados.
Ainda me lembro, aí pelos anos de 1945-50, estar a Igreja ao culto. Pouco tempo depois caiu no abandono. Assim a Igreja de São Francisco, em nossos dias, encontra-se aberta. Ali tem lugar programas de nível cultural: exposições, grupos corais e concertos de música religiosa.

Na Fonte Quente

Por esse tempo, parte da população da cidade ali ia tomar banho, mais propriamente ao fim-de-semana; o preço por banho era de 50 centavos. Desde sempre se falou que aquela água fazia bem às pessoas com doenças de pele. As donas de casa ali iam lavar a roupa, a água corria para o lavadouro e tinham de medrugar para apanharem a vez. Pelos anos 1940-50 o coronel Teles Sampaio Rio, na altura presidente da Câmara, determinou que fosse construido um pavilhão perto dos balneários, no qual colocaram tanques cuja água era renovada.
Recentemente constou que a Câmara Municipal iria alindar aquela zona. Mais vale tarde do que nunca...

Basílio Artur Pereira

Igrejas de Leiria

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