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GULOSEIMAS E DEMAIS CONSELHOS

Da gastronomia leiriense conhecem-se vulgarmente as "Brisas do Lis". Guloseima à base de ovos e segredos, a "brisa" tem sido o embaixador primeiro junto de forasteiros e viandantes que, menosprezando "linhas" e diabetes, se perdem pelo saboroso prazer de um doce ao lanche, ou, para galanteadores inveterados que, utilizando açucarado estratagema, se fazem cair no "goto" de donzelas apaladadas.

A "brisa", contudo, jé não é o que era. Ainda é fácil adquirir "brisas" em Leiria, mas as genuínas, essas vão ficando nos conhecimentos da velha senhora que, por cansaço talvez, dexou a confecção da arredondada iguaria. As réplicas são muito saborosas mas não conseguiram alcançar, mesmo com incansável pesquisa dos actuais doceiros, o "toque" magistral das velhas "brisas do Colonial",

Com os bolos de pinhão, pasta seca com frutos, passou-se quase o mesmo; porém, não houve sequer a iniciativa de os tentar imitar. Perderam-se no tempo. É pena!

Além da doçaria, Leiria não tem um pecúlio gastronómico vasto. Apesar da diversificação desenfreada de restaurantes, não se encontram nos seus cardápios pratos típicos da cidade do Lis porque os não há. Além da gorda morcela de arroz dos Marrazes e de raros enchidos de memória judia (à base de aves e de carneiro, como os "maranhos" da Beira Baixa), Leiria pouco tem para oferecer de originalmente seu.

Nem por isso os restaurantes tem menor soberba pantagruélica: é usual deglutir santificadas quintas-feiras de Cozido à Portuguesa (dia estigmatizado para tal comezaina), gordurosas dobradas com feijão branco, requintadas feijoadas de chocos ou ensopados de borrego, para além dos internacionais escalopes aux champignons, das lulas à espanhola ou do pato à Pequim.

Até que há nomes nacionalmente conhecidos na multifacetada cozinha leiriense: recorde-se a Tromba Rija, nos Marrazes, o Casarão, na Azoia, o Sallon, na Ortigosa, a Adega, em Montijos-Monte Redondo, a Caravela, em Carvide, para só falar dos que, mais chegados à sede do concelho, tem sido honras de páginas de jornal.

Nestes, e noutros, encontrará entradas de enchidos, queijos e frutos secos (Tromba Rija, Casarão, Sallon, Adega), de "jaquinzinhos" fritos e toucinho na brasa (Antunes), feijoada de chocos (Manel da Quitéria), "ossobuco" (Parreirinha, Monarca), grelhados variados (Carvalho, Fernando Santo, Maneta - todos nas Cortes -, Adega), leitão (Morgatões - Boavista), feijoada (Tromba Rija), arroz de lampreia (Casarão); se prefere um petisco rápido, tem o D. Abade, o Fausto ou a Adega dos Pescadores, todos na cidade, que, juntamente com pratinhos de ossos, de dobradinha e outros, lhes apresentam excelentes lotes de vinho das Cortes, da Touria ou do Vidigal, para além das marcas que o País consagrou.

No caso de apreciar uma boa ceia com frutos de mar e boa cerveja de pressão, vá então ao Lis-Bar, ao Manel da Quitéria, ao Armando (S. Romão), ao César ao Grill-Bar, ao Abrigo ou à Cervejaria D. Dinis. Mas se prefere lugares mais calmos, escondidos dos néons das cervejarias, pode optar pelo Bar 1900 (Residencial Ramalhete), o Bar Santo Estêvão (ao Terreiro), ou o Ébaristo, entre outros. Ás quintas-feiras tem música ao vivo no Bar do Hotel D. João III, ou todos os dias no Pianus Bar, na Praia da Vieira.

(in Leiria, de Lucília Verdelho da Costa)

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